TRABALHO

 

UGT - Bancários

GRUPO BCP/BPA ATACA DIREITOS DOS TRABALHADORES

A UGT, num comunicado, «solidariza-se com todas as lutas que os Sindicatos dos Bancários do Centro, do Norte e do Sul e Ilhas entendam levar à prática e dispõe-se a participar em todas as acções que visem o esclarecimento dos trabalhadores, sujeitos a mais um forte ataque aos seus direitos e regalias, protagonizado pelo Grupo BCP/BPA».

Este grupo liderado por Jardim Gonçalves continua apostado num forte ataque aos mais elementares direitos dos trabalhadores, visando a total desregulamentação no sector. É Obra, aliás, nada católica.

Em causa está o facto de o Grupo BCP/BPA «à revelia da contratação colectiva, há muito instituída no sector, incentivar à desregulamentação dos horários de trabalho sob a capa de uma negociação com um sindicato que representa menos de dois por cento dos trabalhadores bancários».

A UGT lembra, no comunicado, que «o sector bancário sempre teve tradições de negociação, que os sindicatos sempre honraram e que o BCP/BPA tem vindo a furar numa situação só possível face à existência de coimas que beneficiam o infractor».

Perante este quadro de contínuo atropelo das leis e dos direitos dos trabalhadores, a UGT considera urgente «que a legislação sobre a revisão do sistema de sanções laborais, em discussão, entre rapidamente em vigor».

Aos bancos subscritores do ACTV do sector bancário, a UGT lembra que «os sindicatos sempre se dispuseram em sede de negociação colectiva a uma abertura para a discussão dos horários de trabalho e todas as demais questões essenciais de forma a adaptar o sector às novas exigências da economia, no respeito pelos direitos dos trabalhadores».

Por isso, a postura do BCP/BPA merece da UGT «o maior repúdio, porque põe em causa a livre negociação colectiva», facto que leva central sindical a anunciar que irá tomar todas as medidas junto do Ministério do Trabalho e em especial da Inspecção-Geral de Trabalho, de forma a que «todas as ilegalidades e desrespeito pelo ACTV em vigor sejam severamente punidas».

(JCCB)