EDITORIAL

 

PORTUGAL ASSUMIU AS SUAS RESPONSABILIDADES

Portugal soube mais uma vez assumir com frontalidade as suas responsabilidades e desempenhar cabalmente o difícil papel de evacuar, em situação precária, muitas centenas de cidadãos nacionais e estrangeiros indefesos da sangrenta guerra que se vive no nosso país irmão da Guiné-Bissau.

A situação que se vive actualmente na Guiné-Bissau acabou por ser alvo, em Cardiff, de uma declaração da presidência britânica da UE. Esta declaração efectuada no final da Cimeira que reuniu os chefes de Governo dos Quinze, foi no sentido de «apelar ao fim das hostilidades e a um rápido restabelecimento da ordem constitucional e da segurança» no país.

António Guterres que falou no final da conferência aos jornalistas, esclareceu ser impensável qualquer intervenção militar de Portugal no conflito na Guiné-Bissau.

Para o primeiro-ministro, as Forças Armadas Portuguesas desempenharam, nos últimos dias deste conflito guineense, um importantíssimo papel na operação de evacuação portugueses e estrangeiros revelando «excepcionais capacidades».

A participação portuguesa neste conflito, esclareceu António Guterres, passou em primeiro lugar pela criação de condições de evacuação em segurança dos cidadãos nacionais e estrangeiros, o que foi conseguido com enorme sucesso.

O segundo objectivo desta operação prende-se com o envio de ajuda humanitária ao povo guineense, nomeadamente na área alimentar e da saúde, área em que o país é e está particularmente carenciado. Neste sentido, o Governo português fez seguir para Bissau um carregamento de 30 toneladas de alimentos e medicamentos para fazer face às primeiras necessidades.

Finalmente, o terceiro objectivo do plano traçado pelo Governo visa, explicou António Guterres, encontrar uma solução diplomática com vista ao rápido restabelecimento da Paz na região, colocando um ponto final no conflito.

«Mais do que isto não nos compete fazer», acrescentou Guterres.

A REDACÇÃO