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EUA / Efeméride

ROBERT KENNEDY ASSASSINADO HÁ 30 ANOS

Há 30 anos, a 6 de Junho, o senador democrata Robert Kennedy, candidato à presidência dos Estados Unidos, era assassinado no Ambassador Hotel de Los Angeles.

Quando o mundo ainda estava a digerir o Maio de 68 em França e a recente morte, dois meses antes, do líder americano dos direitos cívicos, Martin Luther King, o povo americano, no dia 6, encontrava-se em estado de choque com a notícia da morte em plena campanha eleitoral de Robert Kennedy, considerado por muitos como o mais consistente político do clã Kennedy.

Tinha 42 anos, e encontrava-se bem posicionado para ser o futuro inquilino da Casa Branca, de cuja administração já fizera parte quando o seu irmão John Kennedy era presidente.

Político carismático e determinado, Robert Kennedy tinha-se destacado, enquanto procurador-geral da República, pela luta que tinha travado contra a mafia instalada em alguns sindicatos e que foi coroada de êxito com a prisão de Jimmy Hoffa, o então todo-poderoso presidente do sindicato dos camionistas.

Democrata, Bobby tinha grandes preocupações sociais numa América marcada por gritantes desigualdades e graves problemas raciais.

No discurso que proferiu aquando do anúncio da sua candidatura à presidência dos Estados Unidos, em 16 de Maio de 1968, Robert Kennedy afirmava: «Apresento-me para procurar novas soluções, a fim de anular o abismo entre brancos e negros, ricos e pobres, novos e velhos, neste país e no mundo.»

Semanas mais tarde, a 6 de Junho, uma bala punha fim ao sonho. O que seria a América com Bobby na presidência? É a pergunta que 30 anos depois continua a suscitar especulações de vária ordem.

(JCCB)