As comemorações do Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades prolongam-se este ano por dois dias - 9 e 10 de Junho, com as celebrações a estenderem-se de Belém até ao recinto da Expo-98.
O programa foi apresentado anteontem à saída de uma audiência com Jorge Sampaio, por uma delegação da comissão para as comemorações do 10 de Junho, presidida por João Benard da Costa, e que integra Maria João Seixas, Vítor Crespo, Pedro Reis e Simonetta Luz Afonso.
Segundo o presidente da comissão, o dia 9 de Junho será consagrado à festa da cidade de Lisboa, «uma iniciativa que se centrará na zona ribeirinha e no próprio rio Tejo».
Benard da Costa revelou ainda que, tal como é tradicional, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, João Soares, receberá nos Paços do Concelho o Presidente da República, Jorge Sampaio, que oferecerá, por sua vez, um jantar ao corpo diplomático no Palácio da Ajuda.
Devido às celebrações deste ano coincidirem com o Dia de Portugal na Expo-98 (10 de Junho), a sessão solene decorrerá no recinto da exposição, estendendo-se depois a um conjunto de iniciativas junto ao rio Tejo.
O programa completo das comemorações será em breve divulgado numa conferência de Imprensa a realizar no Palácio de Belém.
A 4ª ronda negocial sobre Timor-Leste, entre Portugal e a Indonésia, mediada pelas Nações Unidas, decorre até sexta-feira em Nova Iorque, na sede da ONU.
A 4ª ronda negocial, a nível de embaixadores, chegou a ter data marcada para o início de Março passado, mas a realização das eleições presidenciais indonésias, que reconduziram Suharto no poder, ditaram o seu adiamento «sine die».
A delegação portuguesa às negociações, que se iniciaram ontem, é chefiada pelo embaixador Fernando Neves e integra os diplomatas colocados na missão portuguesa na ONU António Gamito e Ana Gomes.
A delegação do Governo de Jacarta é dirigida pelo embaixador Nugroho Wisnumurti, director do departamento dos assuntos políticos especiais do MNE indonésio, e compreende ainda o embaixador Wibisono, chefe da missão permanente da Indonésia na ONU.
As Nações Unidas fazem-se representar nas negociações pelo embaixador Jamsheed Marker, representante especial para Timor-Leste do secretário-geral da ONU, Koffi Anan, e pelos diplomatas etíope Tamrat Samuel e espanhol Francesc Vendrell.
A 4ª ronda Portugal-Indonésia é a continuação de um novo modelo negocial inaugurado por Koffi Anan, destinado a preparar as reuniões a nível de ministros dos Negócios Estrangeiros.
A agenda das negociações é secreta e os seus resultados nunca são divulgados.
Esta ronda realiza-se numa altura em que a Indonésia atravessa uma profunda crise económica que tem tido reflexos em Timor-Leste e após a realização em Portugal da Convenção Timorense, que procedeu a uma reorganização da resistência no exterior.
O ministro adjunto do primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou ontem em Lisboa a «Comissão Coordenadora de Candidatura ao Euro 2004», da qual fazem parte Gilberto Madail, Carlos Cruz e Vasco Lynce.
Gilberto Madail, na qualidade de presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), chefiará a comissão coordenadora, enquanto Carlos Cruz vai dar a «cara» à campanha que pretende trazer para Portugal a organização do Campeonato da Europa do ano 2004.
A Vasco Lynce, presidente do Instituto do Desporto, está reservada a tarefa de «fazer a ponte» entre o Estado e o movimento associativo de forma a optimizar os esforços conjuntos para a candidatura.
Em fase de criação está ainda uma comissão executiva, dependente da Comissão Coordenadora, e que incluirá entre sete e nove elementos, alguns dos quais já escolhidos e indicados pelos diversos sectores envolvidos na candidatura.
A apresentação da comissão decorreu ontem, às 11 e 30, no anfiteatro do Centro de Medicina Desportiva do Estádio Universitário de Lisboa, e contou com a presença do secretário de Estado do Desporto, Miranda Calha.
Apenas 68 países, entre os quais Portugal, Espanha, Bélgica, Canadá, Colômbia, Panamá e Chile, têm as quotas em dia nas Nações Unidas, anunciou um comunicado da organização.
Segundo o comunicado, o montante das quotas desses 68 países ascende a 1 500 milhões de dólares, uma soma inferior à do ano passado, na mesma data, que era de 1 600 milhões de dólares.
Entre os países que têm as suas quotas em dia encontra-se Portugal, com 3,8 milhões de dólares, Espanha com 27 milhões, Bélgica com 11,5 milhões, Canadá com 29,7 milhões, Colômbia com 1,13 milhões, Panamá com 168 261 dólares e Chile com 1,18 milhões.
A 27 de Abril passado, El Salvador recuperou o seu direito de voto na ONU depois de ter pago uma parte dos atrasados, correspondente à sua contribuição ordinária.
Três membros permanentes do Conselho de Segurança com direito a veto, cumpriram igualmente as suas obrigações: Rússia (30,2 milhões de dólares), França (68,2 milhões) e Grã-Bretanha (53,3 milhões). Os países não pagadores são os Estados Unidos, que têm dívidas acumuladas no valor de 1 500 milhões de dólares, e a China.
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, regozijou-se com o apoio do Senado norte-americano a um projecto de lei que visa o pagamento de uma parte da dívida dos Estados Unidos.
O projecto contempla o pagamento de 819 milhões de dólares
durante o próximo triénio e o cancelamento de 107 milhões
de dólares, que, segundo o Congresso, foram já pagos em serviços
e pessoal.