EMPREGO




Balanço: Março

DESEMPREGO EM QUEDA LIVRE

O desemprego registado no passado mês de Março afectou 419 611 pessoas, menos 11,1 por cento do que no mês correspondente de 1997 e menos 2,4 por cento em comparação com Fevereiro, revelou a informação mensal do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), divulgada no passado dia 15.

É o 15º mês consecutivo em que se regista uma diminuição do número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego e a mais forte quebra dos últimos anos.

No que respeita às colocações, os números do Instituto de Emprego e Formação Profissional indicam que elas atingiram as 5 593, um crescimento de 59,2 por cento face a Março do ano passado e de 23,8 por cento em relação a Fevereiro.

As mulheres continuam a ser as mais penalizadas pelo desemprego, ao representarem 58,5 por cento do total, contra os 41,5 por cento dos homens afectados pela falta de emprego.

Os jovens com menos de 25 anos representam 22,3 por cento do total de desempregados inscritos, mas o número dos que se encontram nesta situação diminuiu de 113 708 para 93 432 indivíduos, desde Março de 1997.

O IEFP revela que 13,3 por cento do total de desempregados são indivíduos à procura do primeiro emprego, enquanto 86,7 por cento correspondem a pessoas em busca de novo emprego.

Regionalmente, e como seria de esperar, Lisboa e Vale do Tejo constitui a região com maior índice de desemprego - 153 970 pessoas -, logo seguida da região Norte, onde 148 446 indivíduos estavam sem emprego no final de Março.

No extremo oposto situavam-se as regiões autónomas, com 13 646 pessoas desempregadas, e o Algarve, onde 15 504 indivíduos estavam afectados pela falta de trabalho.

Por grupos de profissões, e com base em dados de Dezembro de 1997, citados no relatório do IEFP, verifica-se que do total de 405 964 pessoas sem emprego, os empregados de escritório eram os mais afectados, ao atingirem um total de 60 163, seguindo-se, com 49 288, os trabalhadores não qualificados do comércio e serviços.

O maior número de ofertas de emprego recaiu sobre pessoal não qualificado, nomeadamente nos serviços pessoais (1033), minas e construção civil (1182) e «outros operários e trabalhadores similares» (1573).



Portugal subiu no ranking da competitividade

Na sequência desta tendência positiva para o crescimento foi dado a conhecer ontem que Portugal se encontra na 29ª posição no «ranking» anual da competitividade, elaborado pelo International Institute for Management and Development, tendo subido três lugares face aos dados do relatório de 1997.

O documento analisa a situação de 46 países utilizando um conjunto de 259 critérios reunidos em oito grupos de factores de competitividade.

A posição do nosso país no que respeita àqueles critérios evoluiu positivamente de 1997 para este ano em todos os sectores, nomeadamente na economia interna (da 40ª para a 35ª posição), internacionalização (15ª para 13ª), governo (30ª para 29ª) e finanças (27ª para 22ª).

Por outro lado, a análise da situação na área das infra-estruturas resultou numa subida da 35ª para a 32ª posição do ranking, no «management» passou de 43ª para 39ª e na ciência e tecnologia de 43ª para 38ª.

Assim, o País apresenta a sua melhor «classificação» no factor internacionalização, onde ocupa a 13ª posição, e nas finanças, no 22º lugar.




Declaração dos parceiros sociais

PLANO NACIONAL DE EMPREGO COMPLETADO

O Plano Nacional de Emprego, recentemente aprovado em Conselho de Ministros, foi completado, no dia 14, com uma declaração dos parceiros sociais na qual anunciam o seu envolvimento «na criação de condições tendentes à defesa do emprego, diminuição do desemprego e reforço da qualificação profissional dos trabalhadores em Portugal».

Numa nota à Comunicação Social, o Ministério do Trabalho e da Solidariedade afirma que «o Governo se congratula com esta adesão ao Plano Nacional de Emprego e com a assinatura da respectiva declaração de adesão por todos os parceiros sociais, num processo de negociação autónomo entre o conjunto de parceiros sindicais e dos parceiros patronais, facto que ocorre pela primeira vez na história da Concertação Social em Portugal».

O ministério de Ferro Rodrigues atesta igualmente que o Executivo socialista está satisfeito com a disponibilidade dos parceiros sociais no sentido de «um envolvimento mais amplo e permanente na avaliação e no acompanhamento do Plano Nacional de Emprego».

«O Plano, incluindo a declaração conjunta dos parceiros sociais será entregue amanhã (leia-se, no dia 15), e Bruxelas, no pleno cumprimento dos calendários acordados no âmbito da União Europeia e do conteúdo das 19 directrizes a que o formato de todos os planos nacionais se comprometeu a corresponder», assegura, ainda, a nota à Comunicação Social.