EDITORIAL




1998

O ano de 1998 apresenta-se como uma grande porta virada ao futuro. Sem dúvida que o acontecimento que irá marcar o novo ano é a decisão a tomar em Maio sobre a criação do Euro e a participação portuguesa na União Monetária.

O euro, peça fundamental para o aprofundamento da União Europeia e para o desenvolvimento económico e político da Europa, tornar-se-á símbolo da prosperidade dos europeus.

Mas, outros acontecimentos irão marcar politicamente o ano. Também em Maio acontecerá a inauguração da última Exposição Mundial deste século, a Expo-98, subordinada ao tema dos Oceanos, onde se prevê 15 milhões de visitantes e que será precedida do Festival dos Cem Dias e da inauguração da Ponte Vasco da Gama, já em Março.

Em Setembro, a marcar um dos pontos altos da Expo-98 será a presença do secretário-geral da ONU, Koffi Anan, para participar na reunião final da Comissão dos Oceanos, presidida por Mário Soares. Nesta reunião será aprovada a futura «bíblia» sobre os Oceanos, um relatório elaborado por Mário Soares, que irá figurar ao lado dos relatórios sobre o diálogo Norte-Sul, de Brandt, e sobre o Ambiente, de Brundtland.

Para o segundo semestre deste ano prevê-se a realização de referendos sobre a Regionalização e sobre a Europa. Para o efeito, o ministro da Administração Interna, Jorge Coelho, já pôs a máquina a funcionar, isto é, a actualização geral do recenseamento eleitoral, o primeiro a ser feito depois do recenseamento de 1975. Trata-se de eliminar dos cadernos eleitorais os chamados «eleitores-fantasma», para se poder quantificar o valor real da abstenção, situação essencial num processo de referendo.

No final de Setembro, no Porto, outro grande acontecimento político irá marcar o ano. Trata-se da realização da Cimeira Ibero-Americana que irá trazer à Invicta vários chefes de Estado e de Governo.

A REDACÇÃO