EDITORIAL




UMA GRANDE MAIORIA SOCIALISTA

Nas eleições autárquicas do próximo domingo os portugueses irão dar mais uma inquestionável prova de maturidade política. Será a altura ideal para mostrar à oposição o cartão amarelo de que tanto anda a necessitar.

Só uma grande vitória do Partido Socialista, no dia 14, irá permitir acalmar a oposição e permitir o regresso à tranquilidade política e governativa de que o País tanto precisa. É necessário que os portugueses dêem um sinal claro e inequívoco, de que não estão interessados no permanente clima de guerrilha institucional em que a oposição tenta desesperadamente lançar o País.

Para o Partido Socialista, o País e o interesse nacional estão muito acima das pequenas tricas políticas que a oposição tenta constantemente criar. Para o PS a estabilidade governativa é fundamental para a execução do programa do Governo sufragado em Outubro de 1995. Por isso chegou o momento dos portugueses mostrarem um «cartão amarelo» às situações lamentáveis que a oposição tem criado na Assembleia da República com o frequente chumbo de projectos de lei do Partido Socialista.

Este permanente clima de coligação negativa que se vive no Parlamento, com a oposição - PSD, PP e PCP - a fazer aprovar leis em que nem sequer acredita, não pode trazer qualquer tranquilidade governativa e só há uma maneira de lhes dizer o quanto a estabilidade é necessária: é dar uma grande vitória ao PS nestas eleições.

Para o Partido Socialista o que importa é servir os interesses da população quer seja no Governo quer seja numa Junta de Freguesia. Por isso o PS escolheu para protagonizar a solidariedade, a justiça social e o desenvolvimento os melhores autarcas. Homens e mulheres com provas dadas, capazes de protagonizar com sucesso o futuro que todos desejamos e merecemos.

Ao contrário, o principal partido da oposição, o PSD, joga nestas eleições autárquicas a primeira volta do seu próximo congresso que se irá realizar em Fevereiro de 1998. Marcelo Rebelo de Sousa e sobretudo os seus opositores internos há muito que perceberam que a sua derrota, nestas autárquicas, poderá pôr o seu lugar em causa, por isso transformaram esta campanha numas primárias para o próximo congresso.

Um partido centralista, como é o PSD, que sempre olhou para as câmaras com enorme desconfiança enquanto foi Governo, considerando as eleições autárquicas como eleições de segunda. Um partido assim, que nunca respeitou a Lei das Finanças Locais, boicotando o desenvolvimento regional, que não se define quanto à regionalização, não pode merecer a confiança dos portugueses.

A REDACÇÃO