O bailado que recebeu os mais prestigiados prémios da Grã-Bretanha para a melhor produção do ano de 1996 (prémios de Lawrence Olivier e Evening Standard de 1997), «Cinderela» chega, amanhã, a Lisboa.
A Companhia Nacional de Bailado apresenta-se, numa das grandes obras do repertório clássico, na versão coreográfica de Michael Corder e partitura de Sergei Prokofiev, sob a direcção de Jorge Salavisa e com cenários concebidos especialmente para o Centro Cultural de Belém (CCB).
Orlando Worm assina os desenhos de luzes, enquanto a cenografia e os figurinos são assegurados por Yolanda Sonnabend.
«Cinderela» é, pois, um bailado em três actos, o primeiro dos quais é constituído por duas cenas, a da cozinha e a da floresta.
Após um intervalo, os bailarinos voltarão ao palco do Grande Auditório do CCB num segundo acto composto por uma única cena, a do salão de baile do palácio.
Por fim, e também após uma breve pausa, o espectáculo entrará no acto final, o terceiro, que se subdivide, por sua vez, em três cenas, a do sonho do príncipe, a da cozinha e, para o fecho, a cena da floresta.
A execução musical desta produção coreográfica estará a cargo da Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pelo maestro Philip Grammon.
Todos estes apontamentos e muitos mais concorreram como motivos para que, esta semana, o «Acção Socialista» escolhesse o bailado «Cinderela» para sugestão. Por isso, saiba que nos dias 12, 13, 16, 17, 18, 19 e 20 pelas 21 e 30, bem como no dia 14, às 16 horas, a Companhia Nacional de Bailado espera por si, no grande palco CCB, para recriar o conto da Cinderela, entre harmonias e ritmos pautados pela Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Destaque-se o facto de o Ministério da Cultura fazer reverter a receita do espectáculo de amanhã a favor das populações afectadas pelos temporais que recentemente assolaram o País.
(MJR)
O cantor brasileiro de música rap Gabriel o Pensador, actuará, amanhã, no Pavilhão Universitário. A primeira parte deste concerto será preenchida por uma agrupamento português que interpreta o mesmo género musical. Trata-se dos Black Company.
O Cineclube está a promover um ciclo de cinema europeu. O evento, com sessões às 18 e 30 e às 22 horas, tem por palco as instalações do Centro da Juventude.
Assim, amanhã será exibida a fita de Manuel de Oliveira, «Viagem ao Princípio do Mundo», e, no dia 15, a película a ver será «Os Virtuosos», de Mark Herman.
Duas exposições de pintura poderão ser apreciadas apenas até amanhã. Na Galeria Milénio, estará patente a mostra colectiva dos pintores Pimenta Nunes e Valdemar Peixoto. Por sua vez, a Galeria Perfil Arte será o local adequado para ver, pela primeira vez na Figueira, as pinturas de Isabel Monteverde.
Hoje, amanhã, bem como no sábado, dia 13 e no domingo, dia 14, a companhia de teatro de marionetas Tarumba realizará um espectáculo que dá pelo nome de «A tempestade ou a ilha encantada».
Assim, durante aproximadamente, 60 minutos, os mais pequeninos delirarão com a história de três intrigas na ilha de Próspero, com uma história de amor num local exótico, cheio de espíritos e de sons estranhos, com o concerto das paixões humanas (o egoísmo, despotismo, ciúme, ódio, ambição, amor e inocência, entre outras), e com o teatro do mundo. Tudo, absolutamente tudo reunido num mesmo local: a Sala de Ensaio - Centro de Pedagogia e Animação - do Centro Cultural de Belém.
Também no sábado, pelas 21 e 30, La Capella Reial de Catalunya, sob a direcção de Jordi Savall, interpretará, na Sé Patriarcal de Lisboa, um concerto que se intitula «O Resplendor do Barroco Ibérico» e que recria obras de autores como Arrauxo, frei M. Cardoso, Cabanilkles, Cererols e Comes.
Durante todo este mês o Teatro Villaret terá em cena a peça da autoria de Lúcia Sigalho, «Realidade (Realmente) Real».
Para os apreciadores de comédias românticas, «O Casamento do Meu Melhor Amigo» é um convite irrecusável para ir ao cinema. Mas, será melhor não perder tempo, pois hoje é o último dia de exibição, no Cine-Teatro Louletano, deste filme que marca o regresso de Julia Roberts ao género.
Amanhã, estreia-se a película «Força Aérea I», um trabalho que permanecerá em exibição, no mesmo local, até ao dia 14.
Também no Cine-Teatro Louletano terá oportunidade de ver, no dia 16, e até ao dia 18, a fita «L.A. Confidential»
Os frequentadores dos espaços culturais por excelência, isto é, dos museus, podem dar-se por satisfeitos. É que, desde o passado dia 5, entrou em pleno funcionamento o Museu Joaquim Correia e trouxe uma mão-cheia de sugestões culturais para serem visitadas e apreciadas.
No âmbito das festividades que assinalam o Dia da Cidade, participe, hoje, nas actividades desportivas que, a partir das 9 horas e pelo dia fora, animarão diversos pontos nevrálgicos da capital do barlavento algarvio.
O programa oferece diversidade e multiplicidade de actividades atléticas e lúdicas, a saber: cicloturismo, torneio de mini-vólei aquático, passeios pedestres, torneios de malha, setas, burros, futebol, karaté, ténis-de-mesa, entre muitas outras iniciativas, entre as quais, é claro, se inclui a entrega dos prémios.
O concerto de domingo, dia 14, realizar-se-á pelas 11 horas, no Pequeno Auditório do Rivoli - Teatro Municipal. Desta feita estarão em palco os Coral Vértice, um agrupamento vocal que se tem notabilizado pela divulgação de repertórios inéditos de música antiga (nomeadamente da época dos Descobrimentos) ou contemporânea.
O programa deste concerto integra «Vilancicos Negros» de autores anónimos dos séculos XVI e XVII, com origens em África de influência portuguesa e Novo Mundo de influência ibérica
Vítor Roque Amaro, director musical, falará, também nesta ocasião, sobre música para coro.
Alexandre Quintanilha prosseguirá, no dia 17, a partir das 19 horas, a análise sobre os significados da qualidade de vida, abordando uma preocupação essencial para o futuro, na rubrica «Conferências do Rivoli», a realizar-se no Pequeno Auditório do Teatro Municipal
O Teatro Nacional São João terá, esta semana, duas peças em cena, no âmbito do «Porto. Natal. Teatro. Internacional» (PO.N.T.I.). São elas «Trys Seserys», amanhã e no sábado, pelas 21 e 30, com encenação do lituano Eimuntas Nekrosius, e «Rasoi», encenada pelos italianos Mário Martone e Toni Servillo, nos dias 16 e 17.
Até ao dia 21, a nave das flores do Mercado de Sintra/Estefânea vai ser palco de uma exposição das obras da pintora Celeste Relvas.
Entretanto, a edilidade sintrense, através da sua Divisão de Mercados e Defesa do Consumidor, promove uma mostra/venda de artesanato regional, de Carlos Alberto das Silva Lourenço, que se manterá aberta ao público até ao dia 24.
Esta exposição é constituída por réplicas de casas regionais, peças que o artesão tem apresentado nas inúmeras exposições em que tem participado, sob a forma de pequenas aldeias que, com a sua criatividade, anima com movimento (quedas de água e espaços verdes).
Em exibição estarão igualmente os artigos de bijutaria, em metais e couros, concebidos por Carlos Lourenço.
A Câmara Municipal vai oferecer, às crianças das escolas do 1º ciclo do ensino básico e jardins de infância do concelho, um espectáculo que se realizará no Cine-Teatro António Pinheiro, no dia 16.
O evento terá duas sessões, a primeira das quais tem o começo previsto para as 10 horas, e é destinada às crianças residentes nas zonas rurais, enquanto a segunda ficou reservada para o horário das 15, tendo em vista o entretenimento das crianças das zonas urbanas.
Do espectáculo constará a animação de um
duo de palhaços internacionais da rádio e TV, Os Pantufas,
e de uma exibição cinematográfica do filme de animação
«Dragon Ball».
Subsídios para Teatro
De acordo com o despacho normativo que regula a atribuição de subsídios à actividade teatral de carácter profissional e de iniciativa não-governamental decorreram, durante o mês de Novembro, as reuniões do júri de avaliação dos projectos presentes aos concursos para apoios anuais e bianuais.
Dos 70 projectos apresentados, sete foram excluídos à partida, por estarem fora do Âmbito do concurso em questão, pelo que o júri avaliou, unicamente, os restantes 63, à luz de critérios estabelecidos no referido despacho.
O historial da companhia de teatro, o interesse artístico dos projectos, a credibilidade das direcções artísticas, os espaços cénicos de apresentação, a capacidade para apresentar soluções alternativas nos financiamentos, foram considerados como critérios a salientar, a par do envolvimento das autarquias, da opção clara por projectos descentralizados ou reveladores da sua adaptação a programas de difusão, a integração em áreas carenciadas do ponto de vista económico e/ou cultural, a utilização dos financiamentos atribuídos e do carácter inovador dos projectos.
Assim, e segundo estes princípios orientadores, foram contempladas mais de duas dezenas de companhias com subsídios anuais, entre os quais o mais elevado, de 20 mil contos, atribuído à GICC - Teatro das Beiras. Cerca de 15 500 contos é o montante que quatro companhias teatrais receberão, enquanto apoio financeiro anual. São elas a Escola de Mulheres, O Teatro Experimental do Porto, o Teatro Infantil de Lisboa e o Ensemble Porto Teatro.
O júri do concurso deliberou atribuir o valor de 15 mil contos em subsídios à Teatro Meridional, enquanto a Companhia de Teatro do Chiado e a Olho - Associação Social poderão contar com 12 775 contos, um pouco mais do que a Filandora Teatro do Nordeste, à qual coube o montante de 12 mil contos.
Um subsídio de 10 220 contos ajudará uma dezena de companhias de teatro profissional e de iniciativa não-governamental, sendo que a cifra redonda dos dez mil contos fora atribuída a quatro agrupamentos teatrais.
Quanto aos apoios bianuais, estes foram destinados a sete companhias: a Teatro do Nordeste, a Companhia de Teatro de Braga e a Acert - Trigo Limpo, subsidiadas com 40 880 contos, a Escola da Noite e a Artistas Unidos, subsidiadas com 40 mil contos, a Companhia de Teatro de Portalegre, com um subsídio de 30 660 contos, reservando-se 25 mil contos para apoios financeiros à Teatro da Garagem.
No que diz respeito às companhias convencionadas que estabeleceram com a tutela de Manuel Maria Carrilho protocolos por três anos, foi estipulado que elas terão, neste segundo ano, o seu financiamento actualizado pela taxa de inflação de 2,2 por cento.
Assim sendo, o Teatro da Cornucópia e o Novo Grupo de Teatro passarão a receber um subsídio no montante de 81 760 contos, cerca de dez mil contos mais do que o Teatro Experimental de Cascais.
Cerca de 61 500 contos será o apoio com passarão a contar O Centro Dramático de Évora, a companhia Seiva Trupe, a Comuna - Teatro de Pesquisa, O Bando e a Companhia de Teatro de Almada.
O TAS (Teatro de Animação de Setúbal) deverá receber 51 100 contos e A Barraca será apoiada financeiramente com uma verba de 43 435 contos.
Em síntese e fazendo as contas em números globais, foram atribuídos subsídios convencionados num valor de 635 195 contos (mais 2,2 por cento relativamente ao ano anterior), serão gastos 258 300 contos em apoios financeiros bianuais (mais 14,8 por cento) e 276 070 contos em subsídios anuais.
Os projectos não contemplados com apoios anuais serão remetidos, pelo júri, para concurso de apoio a projectos pontuais de criação teatral. Mas não só de teatro vive a cultura portuguesa...
Mas não só de teatro vive a cultura portuguesa...
Também a dança profissional e de iniciativa não-governamental foi estudada e contemplada para efeitos de apoios financeiros anuais.
Desta feita, foram seis os projectos contemplados pelo júri para serem beneficiários dos subsídios do Ministério da Cultura no ano de 1998.
A Resposta Alternativa (Cacilhas) receberá seis mil contos, a Companhia de Dança Contemporânea de Évora contará com apoios na ordem de 5 250 contos, enquanto a Passos e Compassos (Palmela) será subsidiada com cinco mil contos.
Ao Núcleo de Experimentação Coreográfica (Porto), à GEMDA (Companhia de Dança de Aveiro) e à Associação Cultural Nordança serão concedidos apoios financeiros de quatro mil contos, 3 750 contos e três mil contos, respectivamente.
Em termos globais, o subsídio atribuído representa um aumento de 68,7 por cento sobre a verba atribuída em apoio anual no ano de 1997.
A primeira selecção de Projectos Pontuais de Criação Coreográfica a financiar pelo Ministério da Cultura será feita brevemente, segundo indicaram fontes ministeriais.
(MJR)
Natal Português
Menino Jesus,
eterno deus em que acredito,
menino pobre da cidade...
Mais do que o mito,
és a verdade
em chagas pela rua,
olhos
sem infinito
que a miséria
continua
Carlos Carranca