Por iniciativa do Ministério da Cultura em associação com a Câmara Municipal do Porto surge o festival «Porto. Natal. Teatro. Internacional» (PO.N.T.I). Trata-se de um certame que se integra no circuito de apresentação das grandes produções cénicas mundiais, numa sequência natural do reconhecimento da Cidade Invista como património cultural da humanidade.
Com um programa repleto de opções que passam pelos projectos fundamentais de criadores que marcaram as últimas décadas, o PO.N.T.I promete fazer as delícias dos apreciadores de uma dramaturgia clássica, bem como daqueles que, ao mesmo tempo, são seduzidos pelas vertentes de experimentação contemporâneas.
Este festival decorrerá em vários pólos culturais, a saber: o Teatro Nacional S. João (responsável pela organização), Rivoli - Teatro Municipal, Auditório Nacional Carlos Alberto e Balleteatro Auditório, entre outros.
É, sem dúvida, uma merecida celebração que oferece aos portuenses, e não só, uma animação muito especial, até ao dia 22.
Já para hoje, pelas 21 e 30, o Grande Auditório do Rivoli será palco da peça de William Shakespeare, «Measure for Measure». Um dos textos indispensáveis da maturidade shakespereana, encenado por Stéphane Braunschweig e interpretado por um elenco de língua inglesa.
No sábado e no domingo, o convite, marcado para o mesmo local e a mesma hora, não é menos aliciante.
«Needles & Opium», de Robert Lepage, será encenado pelo próprio autor e representado numa versão que conta com a participação em língua castelhana do actor ítalo-argentino Nestor Saied.
PO.NT.I é, por tudo isto e muito mais, um festival a não perder!!!
(MJR)
O célebre filme de Etore Scola, «Feios, Porcos e Maus», será o tema de discussão em torno da qual girará a conversa dinamizada por Abílio Hernandez, hoje, às 21 e 30, na Casa Municipal da Cultura.
Na Torre D'Anto, no seu espaço «Memória da Escrita», estará patente, até ao dia 30 de Dezembro, uma exposição documental sobre o neo-realismo, uma mostra intitulada «Coimbra e o neo-realismo».
Conforme uma tradição que já fez mais de um século, as Festas Nicolinas chegaram à cidade trazendo com elas eventos como as «Posses», que decorrerão hoje, o «Pregão de São Nicolau», previsto para amanhã, as «Maçãzinhas e as «Danças de São Nicolau» (21 e 30), no sábado, dia 6, e o Baile da Velhada, organizado pela Associação dos Antigos Estudantes do Liceu de Guimarães, que se realizará no domingo, dia 7.
Hoje, às 21 e 30, e amanhã, pelas 19 horas, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, a Orquestra Gulbenkian, sob a direcção do maestro Max Rabinovitsj, recriará as obras de Robert Schumann.
«Quem tem boca vai ao Roma» é o nome do espectáculo musical, da autoria de Simone de Oliveira e Carlos Quintas, que, a partir de amanhã, estará aberto ao público, no Forum Lisboa (antigo cinema Roma).
Na quarta-feira, dia 10, o ciclo de conferências promovido pela Fundação Mário Soares terminará com uma análise em torno do tema «A Invenção Democrática», a cargo do próprio ex-Presidente da República e pai da referida instituição.
Também nesse dia, mas no palco do Coliseu dos Recreios, actuará Gabriel o Pensador num espectáculo de música rap com a primeira parte a cargo dos Black Company.
«A cidade de Ulisses» é uma adaptação livre da Odisseia de Homero e da Lenda da Fundação da Cidade de Lisboa que estará nos palcos do Teatro Estúdio Mário Viegas e no Teatro Municipal São Luiz, a cargo da companhia Zéphyro, até meados deste mês.
E se de espectáculos se trata, saiba que o «Inventão» é um espectáculo multimédia de Manuel António Pina, encenado por José Gil e Carlos Fragateiro, que aguardará por si, na Sala Estúdio do Teatro da Trindade, até ao dia 21, com sessões às terças-feiras e domingos, às 11 e às 15 horas.
Também até ao dia 21, a exposição de Eduardo Nery, «1956-96 Arte Atelier», poderá ser apreciada na Galeria 2 da Culturgest.
Até ao dia 14, estará patente ao público, na Biblioteca Municipal, a mostra de desenho e pintura de Rui Fernandes.
A exposição poderá ser visitada, de segunda a quinta-feira, das 10 horas às 12 e 30 e das 15 às 19 horas. Às sextas-feiras, sábados, domingos e feriados o evento estará aberto ao público, para além do horário normal, também das 21 às 23 horas.
Hoje, amanhã e no sábado, dia 6, os Repórter Estrábico actuarão, a partir da meia-noite, no Café-Concerto do Rivoli-Teatro Municipal.
Considerado como um dos mais inovadores projectos musicais do País, esta banda portuense apresenta um material discográfico indispensável aos apreciadores de música portuguesa.
O dia 8 inaugurará mais um quadro temático na programação do Rivoli. Com a peça «Hotel Orpheu», de Gabriel Gbadamosi (no Pequeno Auditório durante os dias 10 11 e 12, às 10 e às 15 horas e no dia 13, pelas 19 horas), um ciclo de cinema intitulado «Imagens de África» (Pequeno Auditório nos dias 8 e 11 às 19 horas e às 21 e 30 e no dia 12 às 19 horas), o espaço «Nascer da Noite», dedicado aos contadores de histórias tão velhas como a moral (Café-Concerto, dias 11 e 12, à meia-noite) e com uma conversa ao fim da tarde (Café-Concerto, no Chá da 6, no dia 9, pelas 18 horas) se fará esta abordagem a «África, Imagens e Histórias».
A partir do dia 6 e até ao dia 11 decorrerão as comemorações do Dia da Cidade.
Portimão completa esta semana 73 anos de existência enquanto cidade e para assinalar esta efeméride, o presidente da Câmara Municipal convida munícipes e não só para assistir à sessão solene que se realizará, na próxima quinta-feira, nos Paços do Concelho.
Os postais antigos de João Patrício poderão ser apreciados a partir do sábado, dia 6, e até ao dia 14, na Casa Vieira Guimarães - Espaço d'Arte & Cultura.
O Auditório do Instituto Português da Juventude foi o local escolhido para servir de palco ao concerto da Orquestra Sinfónica Juvenil que, dirigida pelo seu maestro titular, interpretará obras de Beethoven, Brahms, Debussy, Rossini e Mendelssohn.
Hoje, no Palácio Nacional de Queluz, pelas 21 e 30, a European Union Baroque Orchestra sob a direcção do maestro Roy Goodman interpretará a Música para as Cortes de Potsdam & Dresdem, recriando obras de Vivaldi, Telemann, Quantz, Heinichen e Rameau, no âmbito dos Concertos Portugal Telecom que têm como tema central a música europeia dos séculos XVII e XVIII.
No dia 7 iniciar-se-ão as comemorações do segundo aniversário da classificação de Sintra como Património Mundial com um passeio de cicloturismo que tem partida assinalada, às 9 e 30, da Rotunda do Ramalhão (estacionamento).
O Centro Lúdico de Rio de Mouro é visitado por pessoas das mais variadas idades. Trata-se de um espaço de convívio onde todos se encontram e trocam experiências, em que a universalidade da linguagem lúdica dá o mote. Assim, se pretender aventurar-se numa descoberta do lúdico, saiba que este estabelecimento está aberto às terças-feiras, das 14 horas às 18 e 30, e às quartas e sábados, das 10 horas às 12 e 30, bem como das 14 horas às 18 e 30.
Outra forma de entretenimento pedagógico é sem dúvida o teatro, por isso, não deixe passar a oportunidade de ver, durante o mês de Dezembro, ao peça «A porta está fechada? Não, está só no trinco».
Com encenação de António Solmer e com a interpretação da Companhia de Teatro de Sintra, esta peça será representada, no Teatro Doiséme, em Mem-Martins, às sextas-feiras, pelas 21 e 30, e aos sábados, às 17 horas e novamente às 21 e 30.
«Inimigo do Povo» é o título da peça teatral de Erik Ibsen, encenada por Xúlio Lago, com cenário e figurinos de Catarina Amaro, cuja representação será reposta, no Teatro Sá de Miranda, até ao dia 21, com sessões às 22 horas, de terças-feiras a sábados, e às 16 e 22 horas, aos domingos.
Último Poema a Miguel Torga
Murcharam os rododendros de S. Martinho
e a azálea que um dia plantaste
ergueu-se sobre o muro do quintal
para saber se era verdade
que nunca mais sentiria a ternura dos teus dedos.
Se Deus existe, estava à tua espera
para continuarem a interminável discussão
sobre o absurdo da vida e sobre
o escândalo da morte, e então disseste:
aqui estou a pedir-te contas
do último poema que não me deixaste escrever
mas que trago lavrado na alma
como um ruflar das vozes intemporais
de meus avós cavadores e almocreves.
Deus hesitou, ia a pedir desculpa,
mas ao ver-te inteiro e ao natural
com o teu puro rosto de camponês,
sorriu e disse:
precisei de ti para semeares de poesia
o mar infinito da eternidade.
António Arnaut