CULTURAS E DESPORTOS




SUGESTÃO


NICOLINAS'97

O número inaugural das festas académicas mais antigas de Portugal, conhecidas por Festas Nicolinas, acontecerá no sábado, dia 29, pelas 21 e 30, em Guimarães.

O Cortejo do Pinheiro e o seu levantamento a partir de um recanto de destaque da cidade reveste-se, todos os anos, de uma simbologia especial. É que sempre foi ao pinheiro levantado que competia anunciar a chegada das Festas Nicolinas, transformando-se, assim, num alegre e bem-vindo prelúdio de introdução a tudo o mais que os estudantes se propõem realizar durante os oito dias que durará a folia em honra de São Nicolau.

Este cortejo, que reúne habitualmente milhares de nicolinos em desfile a tocar caixas e bombos, culmina com o «enterro» do pinheiro, seguindo-se uma noite de música pela cidade.

O Pregão, outra das tradições destes festejos, realiza-se a 5 de Dezembro e consta da apresentação por um pregoeiro, ao som dos referidos instrumentos, de um texto que versa assuntos académicos e de actualidade local, nacional e internacional.

Um magusto, as danças de São Nicolau e o dia das maçazinhas, a realizar no dia 6 de Dezembro, são outras das tradições das Festas Nicolinas que se repetirão, este ano, pela 102ª vez.

Trata-se, então, de uma celebração profana com um simbolismo digno de ser apreciado e participado, envolvido numa aura mítico-religiosa que a todos fascina, até e sobretudo aos estudantes foliões.

Para miúdos e graúdos, estudantes ou não, trata-se de um ritual inaugural a não perder!

(MJR)




QUE SE PASSA


DESPORTO EM CASCAIS

«Momentos de Glória - Um Século de Desporto em Cascais» é o nome da mostra que poderá apreciar, até ao dia 30, na Museu do Mar.




TEATRO EM COIMBRA

«Sensurround» é o nome da peça teatral e da mostra de Lúcia Sigalho que o Teatro Académico de Gil Vicente apresenta hoje.

As representações realizar-se-ão às 18 horas, a primeira, e às 21 e 45, a segunda.

Quanto à exposição, ela continuará patente ao público, até ao domingo, dia 30.

Também hoje, às 21 e 30, na Casa Municipal da Cultura, «Assassinos Natos», o filme de Oliver Stone, será o tema do debate dinamizado por António Luís Ribeiro, no âmbito do ciclo de cinema «Nós da Violência».

No sábado, dia 29, às 18 horas, um outro encontro/debate realizar-se-á, desta feita, tendo como tema «Europa - A derrocada da modernidade», com a participação de Teresa Siza.

Até ao dia 30, na Galeria do Jardim, estará patente ao público uma mostra dos trabalhos de Arno Fischer.

«Berlim 1943 - 1990» é o título desta exposição onde o fotógrafo retratou a sua cidade natal, desde os bombardeamentos da Segunda Guerra Mundial até à queda do Muro.




ANIVERSÁRIO NA GUARDA

O 798º aniversário da cidade será comemorado com um programa repleto de animação de rua, música, dança, exposições e colóquios, até ao domingo, dia 30.

Hoje, pelas 21 e 30, o grupo La Batalla dará um concerto, sob a designação «A Arte de Trovar e de Tanger», com direcção de Pedro Caldeira Cabral.

Até amanhã, a Biblioteca Municipal albergará a mostra de livros de autores da e sobre a Guarda.

No dia 29, o Auditório Municipal será palco do fórum da primeira gala de desporto do distrito da Guarda.

Por, último, no domingo, dia 30, realizar-se-á o XVI Torneio de Xadrez, e para encerrar as comemorações do aniversário da cidade haverá um grande prémio de atletismo.

Até amanhã, a Biblioteca Municipal albergará a mostra de livros de autores da e sobre a Guarda.

A exposição retrospectiva de Luís Rebelo esperará por si, nos Paços do Concelho, até ao dia 19 de Dezembro.



FADAS EM GUIMARÃES

Hoje, a sessão de cinema do Auditório da Universidade do Minho propõe um filme de Tom Hanks, «Tudo por um sonho», a partir das 21 e 30.

Se preferir música, saiba que à mesma hora, no Museu Alberto Sampaio, realizar-se-á um recital de cravo, num espectáculo a cargo de Cecile Pomorski.

Amanhã, às 10 e 30, leve os seus filhos à Biblioteca Raúl Brandão para que eles possam ouvir contar o «Conto com Fada», de Cristina Malaquias.




CINEMA EM LISBOA

O Festival Internacional de Dança Contemporânea, «Danças na Cidade'97», despede-se com dois espectáculos notáveis.

Hoje e amanhã, a assistência da Sala de Ensaio do Centro Cultural de Belém (CCB) ficará enfeitiçada, a partir das 20 e 30, com «Simplesmente», de Amélia Bentes.

No sábado, o encerramento será marcado pela magnífica coreografia de Francisco Camacho, «Gust», às 22 horas, no Grande Auditório do CCB.

Também amanhã e no sábado, dia 29, pelas 21 e 30, no Grande Auditório da Culturgest, a Companhia de Circo Anomalie representará o espectáculo «Le cri du cameleon», de Josef Nadj, no âmbito do Ciclo de Danças do Século XX.

E para o apreciadores do ritmo pop/rock, o Coliseu dos Recreios reservou o concerto dos Xutos e Pontapés para hoje e amanhã, bem como o espectáculo dos Santos e Pecadores, no domingo, dia 30.

Entretanto, amanhã, sexta-feira, as salas de cinema alfacinhas estreiam os filmes «Corrupção Total», de Felix Enriquez, «Mimic», de Guillermo del Toro, e «Hércules», a última produção da Walt Disney, assinada por Ron Clemens & John Musker.




ORQUESTRAS NO PORTO

A partir de hoje e até ao dia 6 de Dezembro, o Pequeno Auditório do Rivoli - Teatro Municipal será o cenário onde se recriará, duas vezes por dia, às 19 horas e às 21 e 30, a peça «The Cripple of Inishmaan», de Martin McDonagh, que na tradução portuguesa ficou intitulado como «O Aleijadinho do Corvo».

Também hoje e amanhã, pelas 24 horas será tempo de assistir ao «Nascer da Noite», um espaço do Café Concerto do Rivoli que, esta semana estará dedicado ao «Hip Hop» como expressão musical de uma geração, com a presença do grupo portuense Mind da Gap.

Ainda amanhã, o maestro Ton Koopman dirigirá a Orquestra Barroca de Amsterdão, num concerto que promete ser inesquecível e que tem hora marcada para as 21 e 30, no Grande Auditório do Teatro Municipal.

Para despedir o mês de Novembro, o Grande Auditório do Rivoli engalanar-se-á, no dia 30, para ser o palco de um concerto que, desta feita, está a cargo da Orquestra Orff do Porto.

Trata-se de um agrupamento juvenil inspirado no processo de ensino do famoso compositor e pedagogo alemão Orff, que às 11 horas de domingo deliciará a audiência portuense.




CONVERSAS EM SANTARÉM

O ciclo de «Conversas com o delegado e um café...» terminará hoje, com a conversa, na delegação do IPJ, entre o delegado e as Plataformas Associativas mais Tradicionais.

No sábado, dia 29, às 21 e 30, o Centro Nacional de Exposições servirá de cenário para o espectáculo «Um Abraço do Tejo ao Mediterrâneo».




CONCERTOS EM SINTRA

Às 17 horas de sábado, dia 29, Marine Trioulet, no contrabaixo, e Savka Konjikusic, ao piano, oferecerão um recital, acompanhados pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, no Palácio Valenças.

No mesmo local, à mesma hora e com o mesmo acompanhamento orquestral, um outro recital será realizado, desta feita com o violinista Ethan Busteed e o pianista Evgueny Ozmkovitch.

E se de representações e de interpretações se trata, não deixe de oferecer aos seus filhos a oportunidade de assistir, no Teatro Doiséme (Centro Comercial Bela-Vista, em Mem Martin), à peça «O Gato das Botas», baseada no conto de Charles Perrault, numa reposição levada a cabo pelo grupo Fio de Azeite - Marionetas, com encenação de Nuno Pinto.

Os espectáculos decorrerão aos sábados, às 16 horas.

As pinturas de Miguel Barbosa encontram-se em exibição, a partir de amanhã e até ao dia 31 de Dezembro, na Galeria Municipal de Fitares, de segundas-feiras a domingos, entre as 16 e as 22 horas.




FESTIVAL EM TAVIRA

Na segunda-feira, dia 1 de Dezembro, começará o XIII Festival de Bandas Civis da Cidade. Nesta edição estarão presentes cinco filarmónicas, a Banda Musical de Tavira, a Banda Municipal de Oeiras, a Banda Humanitária de Palmela, a Sociedade Filarmónica União Agrícola Pinhal Novo e a Banda Municipal de Aljezur.

Para este evento foi delineado um vasto programa em que constam arruadas, cerimónias oficiais, concertos, almoços de confraternização e desfiles.




POEMA DA SEMANA

Selecção de Carlos Carranca

Libertação

Menino doido, olhei em roda, e vi-me

Fechado e só na grande sala escura.

(Abrir a porta, além de ser um crime,

Era impossível para a minha altura...)

Como passar o tempo?... E diverti-me

Desta maneira trágica e segura:

Pegando em mim, rasguei-me, abri, parti-me,

Defiz trapos, arames, serradura...

Oh! meu menino histérico e precoce!

Tu, sim! que tens mãos trágicas de posse,

E tens a inquietação da Descoberta.

O menino, por fim, tombou cansado;

O seu boneco aí jaz esfarelado...

E eu acho, nem sei como, a porta aberta.

in «Biografia»

José Régio