MILITANTE SOCIALISTA
Página da Comissão Política Concelhia de Lisboa




EDITORIAL

MANUEL TITO DE MORAIS OLIVEIRA

Foi com entusiasmo e alegria que a Comissão Política Concelhia de Lisboa comemorou 1 ano de mandato (dia 18 de Outubro).

De facto, apesar de ter sido um ano extremamente fatigante para todos os membros do Secretariado da CPCL, foi sem dúvida muito gratificante ver a forma positiva como os nossos Militantes reagiram às múltipla actividades que até aqui decorreram. Esta reacção é para nós o melhor estímulo e permite-nos continuar no sentido de exceder permanentemente as expectativas dos nossos Militantes.

Nesta edição destacamos duas actividades que, no seu conjunto, juntaram cerca de mil pessoas no espaço de dois dias.

A primeira disse respeito à apresentação dos Militantes Candidatos Socialistas às Assembleias de Freguesias e Assembleia Municipal.

A segunda refere-se à realização do debate sobre o papel dos Militantes nas empresas e a sua articulação com o Partido e o Governo.




CONCELHIA DE LISBOA
APRESENTA OS MILITANTES CANDIDATOS SOCIALISTAS ÀS ASSEMBLEIAS DE FREGUESIA E ASSEMBLEIA MUNICIPAL

Cerca de 400 candidatos do Partido Socialista que integram a Coligação Mais Lisboa uniram-se no passado dia 16 de Outubro num jantar realizado na Feira Popular.

Neste encontro que decorreu em ambiente de grande fraternidade socialista, foram apresentados individualmente todos os candidatos do PS que concorrem nas diferentes listas e foram feitas três intervenções políticas a cargo do Presidente da Concelhia da J.S., Sérgio Cintra, do responsável pelas autárquicas no secretariado do CPCL, Dias Baptista e finalmente pelo Presidente da Concelhia de Lisboa, Miguel Coelho.

Nas intervenções, Sérgio Cintra destacou a grande participação de jovens nas listas do Partido, Dias Baptista salientou o ciclo que se encerrou com a apresentação das listas, onde foi patente a superioridade organizativa do PS e o ciclo que agora se inicia com a campanha eleitoral.

Da intervenção de Miguel Coelho que relembrou a importância nacional desta eleição autárquica, uma vez que o governo Socialista necessita de estabilidade política, factor decisivo para o empenho de todos os militantes na Coligação Mais Lisboa, salientamos a seguinte passagem correspondente a parte final da intervenção :

Estamos aqui para dizer ao camarada João Soares, à direcção nacional do partido e aos nossos parceiros da Coligação que o nosso futuro, o futuro de uma Coligação de Partidos tão diferentes entre si, e que querem continuar a ser diferentes, depende do respeito pelo trabalho a fazer, depende de cada acção concreta ou iniciativa política local. Depende do respeito mútuo e boa fé colocada nas nossas relações inter-partidárias. Construindo o dia a dia pode-se garantir um futuro saudável.

Se caminharmos nesse sentido, estaremos com a razão e o coração na Coligação e assumimo-nos desde já como partido político que não abdica da sua identidade, dos seus princípios e não abdica do direito de exercer o poder na gestão das freguesias, na parte que nos toca e também, obviamente, de exercer o poder nas freguesias que não são presididas por nós. Temos direito a isso! Queremos definir, conjuntamente com os outros, as responsabilidades de cada um e, quanto mais depressa melhor...para a Coligação.

Caras e caros camarada,

Estamos aqui para dizer a todos que a nossa palavra de ordem é vencer as eleições autárquicas.

Estamos aqui, por último, para reafirmarmos a todos os lisboeta que podem continuar, tal como no passado, a contar com os autarcas do Partido Socialista no quadro da Coligação.



A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA E OS MILITANTES DAS SECÇÕES DE ACÇÃO SECTORIAL

O Secretariado, e a maioria dos membros actuais da CPCL, consideraram como objectivo prioritário para o PS a mobilização através da realização de actividades que permitissem uma maior intervenção dos militantes na vida partidária e consequente apoio, a todos os níveis sócio-económicos: nas autarquias, no governo e respectiva Administração Pública bem como nas empresas pertencentes ao SEE.

Somos coerentes com o projecto que defendemos - um Partido de Militantes!

Deste modo, o Secretariado tem desenvolvido ao longo do seu mandato, e de forma permanente, um significativo conjunto de actividades, conforme tem sido divulgado neste jornal, privilegiando sempre que possível, as sedes das Secções.

É conhecido, também, o nosso forte empenho numa revisão estatutária que consigne, no fundamental, o regresso aos Congressos e mais garantias de influência directa dos militantes na indigitação dos representes do PS aos mais diversos níveis.

Não apoiamos os que dentro do PS se arrogam, com uma frequência cada vez maior, o direito de determinarem quem bem lhes apetece, para figurarem em listas do PS concorrentes a cargos públicos, designadamente aos Órgãos autárquicos, sem a participação dos militantes socialistas e dos seus Órgãos legitimamente eleitos, como aliás está estatutariamente consignado, nomeadamente às Comissões Políticas Concelhias.

Como disse António Guterres, num passado não muito distante, são os militantes que aguentam o Partido nas horas difíceis. É portanto natural que muitos se interroguem da facilidade com que se introduzem independentes em lugares de nomeação política, aos mais diversos níveis da governação. Não somos fundamentalistas, como temos vindo a demonstrar pela nossa actividade e reconhecemos também, como a prática vem infelizmente demonstrando, que alguns membros do PS, quando colocados no governo, nas autarquias ou na direcção de empresas, se comportam pior para com os seus camaradas, do que outros que independentes.

No decurso do Encontro / Debate com militantes das Secções de Acção Sectorial, membros do Governo, dirigentes do Partido e lideres de Órgãos sócio-profissionais, promovido pela CPCL no passado dia 18 de Outubro, é significativa a pergunta de Jorge Coelho: -Onde estão os gestores socialistas? "Presumo que tenham recebido informação sobre este acontecimento...". Antes, algumas intervenções críticas, de dirigentes de órgãos de base, sindicalistas e membros de Comissões de Trabalhadores, a funções aos mais diversos níveis da Administração Pública e Empresarial, justificaram plenamente o sinal que o presidente da FAUL transmitiu aos militantes.

Este debate, sobre O PAPEL DOS MILITANTES NAS EMPRESAS, SUA ARTICULAÇÃO COM O PARTIDO E O GOVERNO, no qual participaram aproximadamente meio milhar de socialistas, realizado na data do primeiro aniversário do mandato da actual CPCL, veio demonstrar claramente a necessidade de proceder a alguns ajustamentos na ligação militantes - partido - governo.

O partido (os seus dirigentes) não pode esquecer que são os militantes o elo fundamental da sua inserção na sociedade. O governo não pode descurar a opinião construtiva, ainda que crítica, dos militantes que na sociedade e no quotidiano, vão confrontando o discurso político com as realidades do pão nosso de cada dia, nomeadamente o que pensa o cidadão anónimo.

Os militantes socialistas são, seguramente, o melhor barómetro do sentir da população, sem com isso querermos excluir a participação doutros cidadãos que, pela sua indiscutível competência e identificação com o Programa de Governo da Nova Maioria, também podem contribuir para o reforço e credibilidade do nosso Projecto e a concomitante melhoria das condições de vida dos portugueses.

No Encontro / Debate já referido, João Cravinho reconheceu a necessidade de um novo impulso para a 2ª metade do mandato do Governo socialista e foi capaz de assumir, com a dignidade de um socialista, a humildade de não ter certezas e também se enganar, sempre como primeiro responsável pelo que se passa nas suas áreas. Nem sempre concordou com as críticas apontadas, em especial aos Transportes e Telecomunicações. Mas foi capaz de, no final, dar uma boa notícia à Coordenadora dos Transportes, pelas conclusões que soube extrair das intervenções proferidas pelos camaradas deste sector.

Maria João Rodrigues, entusiasmada com o elevado nível das intervenções, acabou por permanecer voluntariamente durante toda a sessão - de manhã à noite - quando apenas estava prevista a sua presença na primeira metade. Seguramente, que melhores medidas para a qualidade do Emprego, a sua sustentabilidade, o papel do IEFP, a recusa de restruturações selvagens, porque sobretudo à custa do emprego, o reforço nas medidas de fiscalização da IGT, o flagelo do Trabalho infantil, a descentralização de serviços de apoio aos desempregados, nomeadamente pelo envolvimento das Juntas de Freguesia, são entre tantas outras, matérias que a ajudarão a reforçar medidas estruturantes e de carácter social nesta importante área da governação socialista.

Finalmente, Pina Moura, ao encontro da Utopia e por uma sociedade mais justa, teve oportunidade de debater com muitos camaradas socialistas a necessidade de uma melhor articulação entre o Governo e Partido e indignar-se perante factos, relacionados com comportamentos de gestores de Seguradoras com capitais públicos que não lhe pareciam possíveis de acontecer.

Miguel Coelho aproveitaria para encerrar a longa maratona com uma sugestão - que se crie urgentemente um serviço (departamento ou aquilo que lhe quiserem chamar) que garanta o acesso à participação biunívoca, dos militantes com dirigentes e governantes.

Por nós o desafio está lançado. Após as Autárquicas, no próximo ano, Encontros Temáticos serão promovidos nesse sentido - Um partido vivo, um Governo actuante e apoiado para vencer as mais difíceis tarefas ao encontro de um Futuro melhor para Portugal e para os portugueses.

Já agora uma palavra final de apreço para com uma grande mulher socialista, cujo empenho operacional e o muito que conhece do Partido e dos Militantes das Áreas do Trabalho e Sindicalismo, foram essenciais para o sucesso organizativo - Custódia Fernandes.

Mário Lourenço




LISBOA
JOÃO SOARES PROMETE ACABAR COM AS BARRACAS

João Soares prometeu no dia 1 de Novembro que até 2001 as barracas acabarão na capital.

«Assumimos o compromisso de acabar com todas as barracas de Lisboa, até ao final do próximo mandato», disse.

O compromisso foi assumido por João Soares durante os trabalhos da Convenção Mais Lisboa, que decorreu numa unidade hoteleira da capital.

O cabeça-de-lista da coligação de esquerda lembrou que em 1990 existiam em Lisboa 20 mil barracas, número que entretanto foi reduzido para metade. Para acabar com as que restam, João Soares disse contar com a ajuda do actual Governo que, sublinhou, «está muito mais aberto para a resolução desta questão».



O futuro que nós começámos

Um documento intitulado «O futuro que nós começámos», onde se dá conta da obra feita durante o mandato 94-97, constituiu a base de trabalho sobre o qual decorreu a Convenção Mais Lisboa.




JANTAR COM OS CANDIDATOS DA FAUL

21 de Novembro - 20 horas

FIL (pavilhão dois)

Intervenções: Jorge Coelho e Miguel Coelho

Inscrições: FAUL e Secções de Lisboa



ALMIRANTE REIS
GRANDE NOITE DE FADOS

O Secretariado da Secção de Almirante Reis organizou no passado dia 31 de Outubro a Grande Noite de Fados, que decorreu nas instalações daquela estrutura do PS.

Uma Grande Noite de Fados que teve um elenco de luxo: Fernando Maurício (O Rei do Fado), Miguel Ramos (vencedor da Grande Noite do Fado), Sofia Glória (A Fadista da Ajuda), Odete Rosa, Fátima Fernandes, Júlia Lopes, Pedro Galveias e Jaime Dias. Todos estes grandes nomes do fado foram acompanhados por Zé Manel (à guitarra) e Manuel Coelho (à viola).

Paralelamente às actuações, os militantes deliciaram-se com caldo verde, chouriço assado, bacalhau assado, febras, broa, pão e vinho.

Foi uma genuína noite de fados que constituiu uma grande jornada de confraternização dos militantes socialistas de uma das mais dinâmicas Secções do PS.

Está mais uma vez de parabéns o Secretariado da Secção de Almirante Reis que tem como coordenador o camarada Miguel Neto Valente.