Timor-Leste
«Timor» é o título de uma obra agora editada pela Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos, através da colecção «na Crista da Onda».
Tal como o nome deixa antever, trata-se da História de Timor-Leste desde a Antiguidade aos nossos dias e é dirigida aos mais novos.
São autores desta obra que visa dar aos mais novos uma perspectiva histórica do país de Xanana Gusmão as escritoras portuguesas Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, duas veteranas nestas andanças de fazerem os mais jovens gostarem de História.
A narrativa começa muitos anos antes da chegada dos portugueses, quando vários navegadores estrangeiros procuravam a ilha timorense com fins comerciais, e vai até aos nossos dias.
A história de Timor-Leste é abordada não só numa perspectiva política mas também cultural e religiosa.
Entretanto, os combatentes da causa timorense não param Ramos-Horta, dirigente da resistência timorense e Prémio Nobel da Paz, comparou no dia 26 Timor-Leste ao Sahara Ocidental, considerando-os dois territórios ocupados militarmente que lutam pela independência.
Numa breve saudação na sessão de abertura da Conferência Internacional de Apoio ao Plano de Paz para o Sahara Ocidental, realizada nos campos de refugiados saharauis, perto de Tinduf, Sudoeste argelino, Ramos-Horta atribuiu as ocupações a «descolonizações inacabadas» e defendeu que «Timor é para os timorenses e o Saara para os saharauis».
Apresentando-se aos cerca de 150 participantes na conferência como «um amigo combatente pela mesma causa», Ramos-Horta afirmou convicto que «os conflitos que não são esquecidos acabam por se resolver».
A Áustria vai acolher de 20 a 23 de Outubro a terceira edição do diálogo alargado intratimorense, revelou Abílio Araújo à Agência Lusa.
O bispo Ximenes Belo, Prémio Nobel da Paz, ausente do encontro anterior realizado em Março do ano passado, na cidade austríaca de Burgschlaining, é a personalidade mais em destaque neste encontro em que participarão 35 timorenses representantes das várias tendências desde independentistas até integracionistas.
O Governo trabalhista britânico negou três licenças de exportação para a venda de armamento à Indonésia. Com esta decisão dá-se corpo à promessa de «diplomacia ética» feita pelos trabalhistas durante a campanha eleitoral que levou Tony Blair à chefia do Governo.
A «diplomacia ética» traduz-se na não autorização por parte de Londres da venda de armas a regimes que as possam utilizar para «repressão interna ou agressão externa».
O Governo português saudou naturalmente a decisão do Governo
de Tony Blair, chamando a atenção para a importância
desta nova forma de pressão sobre Jacarta no que concerne à
questão timorense.
Madeira
Uma delegação do FALA - Fórum de Acção pela Liberdade no Arquipélago da Madeira protestou, no dia 26, em Lisboa, contra «o exercício autocrático do poder na Madeira, que extravasa os preceitos constitucionais e estatutários estabelecidos».
Para os representantes máximos do FALA (movimento conotado com sectores do PS local e criado como reacção ao surgimento do FAMA - Fórum da Autonomia Madeirense - próximo do PSD e PP), não é admissível que os órgão de soberania nacional deixem passar impunes cenas de abusos de poder como as que, frequentemente, se assistem com o protagonismo do presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim.
Indignados com a rédea larga com que Jardim comanda, a sua bel-prazer, os destinos do arquipélago, o FALA afirma não fazer sentido que os insulares votem nas eleições nacionais presidenciais e/ou legislativas «se não existirem políticas sectoriais concretas do Governo central para esta parte do território nacional» e, ainda, «se os órgãos de soberania de governo próprio da Região não cumprirem as regras mínimas consubstanciadas no Estado de Direito democrático que enformam a República Portuguesa».
O protesto do FALA surge cinco dias antes da cerimónia de investidura
dos órgãos directivos da FAMA, marcada para hoje, e que,
como era de esperar-se, terá a presença de Alberto João
Jardim.